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Conversas com o tempo

Foto do escritor: Isabela Piquet
Isabela Piquet
7 de out.
1 min de leitura
mulher apreciando sua obra, uma peça de cerâmica pintada a mão, antes de ser levada ao forno.

Pintar cerâmica foi um exercício de conversação com o tempo. A gente começa com uma ideia em mente, uma paleta de cores definida e o desejo de ver logo o resultado pronto. Mas a cerâmica tem um jeitinho sutil (e, ao mesmo tempo, profundo) de desarmar a nossa pressa. 


Nas primeiras pinceladas, a gente aprende a primeira lição, a paciência. As cores que aplicamos não são as mesmas que vão sair do forno, são só promessas embranquecidas pelo pó. É preciso confiar na mão, manter o ritmo suave do movimento e aceitar que o processo exige repetição, pausa e espera. 

mulher segurando sua obra finalizada, uma peça de cerâmica pintada com desenhos de flores

Depois vem a parte mais difícil, a entrega. Quando a peça entra no forno, a gente perde todo o controle. O fogo transforma, funde e refaz o que desenhamos. Não tem como apressar a queima, nem garantir que a peça vai sair sem imperfeições. Só nos resta esperar e entregar…


Então, o que volta para as nossas mãos é o resultado de uma aliança entre o nosso trabalho e o imprevisível. Uma surpresa! E aí, a gente se dá conta que toda essa experiência nos ensinou algo importante sobre a vida... 🍃 ⏳


Se você sente que é hora de olhar com mais calma para os seus próprios processos, podemos conversar.



Isabela Piquet Gonçalves Menezes
(CRP 02/26864)

+55 (81) 99678-8630

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