Conversas com o tempo

Pintar cerâmica foi um exercício de conversação com o tempo. A gente começa com uma ideia em mente, uma paleta de cores definida e o desejo de ver logo o resultado pronto. Mas a cerâmica tem um jeitinho sutil (e, ao mesmo tempo, profundo) de desarmar a nossa pressa.
Nas primeiras pinceladas, a gente aprende a primeira lição, a paciência. As cores que aplicamos não são as mesmas que vão sair do forno, são só promessas embranquecidas pelo pó. É preciso confiar na mão, manter o ritmo suave do movimento e aceitar que o processo exige repetição, pausa e espera.

Depois vem a parte mais difícil, a entrega. Quando a peça entra no forno, a gente perde todo o controle. O fogo transforma, funde e refaz o que desenhamos. Não tem como apressar a queima, nem garantir que a peça vai sair sem imperfeições. Só nos resta esperar e entregar…
Então, o que volta para as nossas mãos é o resultado de uma aliança entre o nosso trabalho e o imprevisível. Uma surpresa! E aí, a gente se dá conta que toda essa experiência nos ensinou algo importante sobre a vida... 🍃 ⏳
Se você sente que é hora de olhar com mais calma para os seus próprios processos, podemos conversar.